{"id":1544,"date":"2019-09-08T22:36:52","date_gmt":"2019-09-08T21:36:52","guid":{"rendered":"https:\/\/yannbeauvais.com\/?p=1544"},"modified":"2019-10-27T11:56:03","modified_gmt":"2019-10-27T10:56:03","slug":"coisas-de-viados-coisas-de-bixas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/yannbeauvais.com\/?p=1544","title":{"rendered":"Coisas de viados! Coisas de bixas !"},"content":{"rendered":"<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span style=\"font-size: large;\"><b>Coisas de viado\u00a0! coisas de bixas\u00a0!<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Para falar sobre a rela\u00e7\u00e3o entre filmes experimentais e a cultura gay no Brasil, estarei focando este ensaio em poucos filmes. Parece que no Brasil, assim como em muitos outros pa\u00edses, o campo da produ\u00e7\u00e3o experimental no cinema tem sido desenvolvido por indiv\u00edduos que com frequ\u00eancia pensam que est\u00e3o produzindo alternativas para o cinema comercial. A pr\u00e1tica de cinema e\/ou de v\u00eddeo se tornou um ato de resist\u00eancia, assim como uma forma de produzir imagens a partir de um espa\u00e7o, que foi com frequ\u00eancia pro\u00edbido, censurado ou nem mesmo concebido. Desde o uso das redes sociais a produ\u00e7\u00e3o se transformou incorporando outras maneiras de produzir imagens de si. Imagens de rapaiz que nao tenha nehuma representa\u00e7\u00e3o at\u00e9 que eles produzir as. Seja jovens da periferia, seja trans etc&#8230; <\/span><\/p>\n<p lang=\"en-US\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Neste sentido, fazer filmes experimentais nos anos 60 e 70 foi uma forma de articular diferentes tipos de pr\u00e1tica, dentre as quais foi muito importante a afirma\u00e7\u00e3o da subjetividade e do desejo, lado a lado a uma aproxima\u00e7\u00e3o anal\u00edtica ao aparato cinematogr\u00e1fico. Quando hoje fazer filmes \u00e9 coisa muito diferente n\u00e3o so por causa da circula\u00e7\u00e3o dirigida a um circuito privado ou aberta ao mundo pelas redes sociais. De qualquer maneira os filmagens se diferenciam dos mais antigos no sentido que se pensam como atos de apresenta\u00e7\u00e3o de sim, como performan\u00e7a mediatica. O importante \u00e9 o fazer, no momento e na sua accesibilidade immediate. Entre a capta\u00e7\u00e3o e a diffus\u00e3o potencial n\u00e3o tem mais separa\u00e7\u00e3o. Comentario e apropria\u00e7\u00e3o, imita\u00e7\u00e3o, parodia d&rsquo;um evento, de uma novella devem objeitos predilectos da atualidade digital.<\/span><\/p>\n<p lang=\"en-US\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Si para entender os filmes dos anos 70 at\u00e9 90 estava util lembrar-se a import\u00e2ncia da produ\u00e7\u00e3o cinematrogr\u00e1fica feita por cineastas gays e l\u00e9sbicas na hist\u00f3ria do cinema experimental, hoje n\u00e3o \u00e9 mais necessario, as regras dos jogos se ampliaram pela democratiza\u00e7\u00e3o do acesso aos instrumentos de realiza\u00e7\u00e3o. A separa\u00e7\u00e3o entre os filmes n\u00e3o \u00e9 so na maneira mas tambem nas genera\u00e7\u00f5es que produzem as suas imagems. At\u00e9 os anos 80, a representa\u00e7\u00e3o dos jovens era ainda controlada pelos pais, quando ficaram filmes de pellicula a divis\u00e3o patriarcal estava visivel nas senas filmadas. Hoje as crian\u00e7as, os adolescentes se filmam para fugir do quadro familial. Para mostrar seus mundo a seus pares; \u00e9 neste sentido que encontramos uma semelhen\u00e7a com a vondade de filmagen de genera\u00e7\u00f5es anteriores. <\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">E interessante percebir que o uso do celular, para fazer selfie como um filme \u00e9 uma coisa que se encontra en todos pais do mundo, mas nas periferias \u00e9 talvez mais forte por causa da ausencia de representa\u00e7\u00e3o social positiva. Nas periferias a cultura cinematografica n\u00e3o vem do cinema, mais da televis\u00e3o e da internet; as imagens da perfireria e de seus habitantes sao produzida como uma forma de resistan\u00e7ia as imagems ideologicamente desacrediando- as. . As referencias ampliaram-se. N\u00e3o se limitem as imagens prodizidas pelas industrias culturals americanas ou europeas mais de outros lugares como da America Latina da Asia ou da Africa. Assim n\u00e3o \u00e9 mais a uversalidade das referencias que servem de paradigmos mas a existencia de um multid\u00e3o de referencias particulares, locais. A globaliza\u00e7\u00e3o genera uma perturba\u00e7\u00e3o nas maneiras de aprehender o mundo que n\u00e3o pode mais estabelecer-se, representar-se unicamente com as imagens feita pelos brancos. A diversidade se refleta tamb\u00e9m na idade dos filmadores, que s\u00e3o frequentemente jovens. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Se pensarmos dentro desta hist\u00f3ria, veremos a import\u00e2ncia de Jean Cocteau, Kenneth Anger, Gregory Markopoulos, e Curtis Harrington, em formar a figura do homosexual atrav\u00e9s do desejo, da ansiedade&#8230; A partir dos anos 30 e 40 o homosexual n\u00e3o \u00e9 somente uma v\u00edtima, um fora da lei, um ser menospresado. O personagem do homosexual est\u00e1 a deriva no mundo, se reflete atrav\u00e9s do filme, que se afirma como uma forma de cinema pessoal, ou mais precisamente como cinema EU. Um cinema que expressa o eu, uma express\u00e3o pesoal atrav\u00e9s da c\u00e2mera, com frequ\u00eancia mediada por um personagem vivido pelo diretor, seguindo o caminho aberto por Maya Deren com o filme <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Meshes of the Afternoon <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">em 1943. <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Em muitos destes primeiros filmes, a afirma\u00e7\u00e3o do desejo \u00e9 condensada dentro de formas cinematogr\u00e1ficas espec\u00edficas, apesar da subvers\u00e3o da narrativa atrav\u00e9s do deslocamento, da fragmenta\u00e7\u00e3o, e da r\u00e1pida edi\u00e7\u00e3o. Este cinema est\u00e1 lidando com a ruptura e o \u00eaxtase, portanto sua forma \u00e9 mais livre, e n\u00e3o segue a narrativa can\u00f4nica. A representa\u00e7\u00e3o do desejo, sendo algo novo na tela, teve que encontrar novas solu\u00e7\u00f5es formais para se manifestar. Os filmes desses cineastas, que fazem parte da gera\u00e7\u00e3o Americana e Europ\u00e9ia que segue, consistem em revelar um sujeito atrav\u00e9s da busca pela identidade, ou atrav\u00e9s de um ato autobiogr\u00e1fico, que ser\u00e1 compreendido por uma iconografia espec\u00edfica como a do <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>bad boy<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, ou a do rebelde para Kenneth Anger. Mas a maioria deles, pelo menos at\u00e9 os final dos anos 70, n\u00e3o se posicionar\u00e1 como representante de uma minoria. O que est\u00e1 em jogo \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o do desejo individual e espec\u00edfico. Esse desejo e sexualidade s\u00e3o diferentes e consequentemente questionam o modelo dominante heterosexual, o que n\u00e3o significa que o cineasta representando um grupo. A partir de ent\u00e3o, essa minoria pode vir a utilizar m\u00faltiplas representa\u00e7\u00f5es que est\u00e3o dispon\u00edveis e que podem ser compartilhadas\/usadas\/ e recicladas por seus membros. Nos anos 80 e 90 este fen\u00f4meno ser\u00e1 importante dentro da comuninade gay Afro-americana, por exemplo, do mesmo modo como o foi para a comunidade l\u00e9sbica nos anos 70 e 80.<\/span><\/span><\/p>\n<p lang=\"en-US\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Cineastas como Jean Genet, Sidney Peterson, Donald Richie, Jack Smith, Andy Warhol, Barbara Hammer, Jan Oxenburg, Maria Klonaris and Katerina Thomadaki, entre outros, v\u00e3o produzir representa\u00e7\u00f5es de acordo com diferentes estrat\u00e9gias de questionamento, n\u00e3o somente do objeto de desejo, mas tamb\u00e9m de sua tradu\u00e7\u00e3o em filme. Para mostrar a intr\u00ednseca natureza de seu objeto, os cineastas quebram a linearidade, utilizando-se n\u00e3o somente da edi\u00e7\u00e3o acelerada (como a de Gregory Markopoulos e Kenneth Anger), ou a maneira incomum de gravar uma cena atrav\u00e9s do movimento da c\u00e2mera, da sobreposi\u00e7\u00e3o, das cenas desfocadas, para transmitir uma sensualidade que o cinema tradicional n\u00e3o transmite.<\/span><\/p>\n<p lang=\"en-US\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Reinvindicando uma sexualidade polim\u00f3rfica e perversa atrav\u00e9s de figuras andr\u00f3genas (Jack Smith, Werner Schroeter), ou enfatizando figuras de inoc\u00eancia infantil como retratadas por Taylor Mead, ou afirmando uma urg\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do desejo como no caso de Jean Genet, Kenneth Anger, e Barbara Hammer. A variedade de abordagens \u00e9 essencial. Elas inscrevem multiplicidade no cora\u00e7\u00e3o do cinema ecoando a diversidade de desejos e pr\u00e1ticas que v\u00e3o al\u00e9m da reprodu\u00e7\u00e3o santificada. Desejo, prazer se tornam os aspectos principais para esse tipo de filmes, testando o limite daquilo que \u00e9 pos\u00edvel filmar e mostrar. Da representa\u00e7\u00e3o aleg\u00f3rica de atos sexuais \u00e0 pornografia radical, o leque \u00e9 bastante grande e tem sido muito bem explorada j\u00e1 h\u00e1 algumas d\u00e9cadas.<\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Parece existir uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima entre encenar este mundo invis\u00edvel e a liberdade que cineastas experimentais desenvolvem em rela\u00e7\u00e3o ao fazer dos filmes. Uma liberdade explorada de filme \u00e0 filme, na qual a express\u00e3o pessoal e a busca pela identidade s\u00e3o os principais componentes. Se era poss\u00edvel jogar fora os c\u00f3digos de narrativa, e um cinema de conven\u00e7\u00f5es, era portanto tamb\u00e9m poss\u00edvel apresentar pessoas diferentes. Esta diferen\u00e7a seria vista de forma ultrajante, como \u2018Flaming Creatures\u2019, no caso de Jack Smith e o Andy Warhol dos anos 60 e no Brasil, nos anos 70 e 80, com H\u00e9lio Oiticica ou Jomard Muniz de Britto. Devemos pensar tamb\u00e9m a este filme importante de Jos\u00e9 Agrippino de Paula : <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Hitler Terceiro Mundo <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">(1969)<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> am qual as representa\u00e7\u00f5es do homosexual como figura do mal n\u00e3o illustra a homofobia, que trabalhar sobre as noc\u00e7oes e clich\u00e9 do homosexual : talvez pr\u00e9-queer<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a> O tipo de representa\u00e7\u00e3o que promo Jos\u00e9 Agrippino ecoa os trabalhos de Ron Rice e da Beat Genera\u00e7\u00e3o nos aspetos da permissivida e do camp. Aqui a \u00eanfase \u00e9 no camp, que na cultura gay \u00e9 celebrado como forma de subvers\u00e3o da codifica\u00e7\u00e3o do papel masculino, e tamb\u00e9m como manifesta\u00e7\u00e3o do obsoleto e da est\u00e9tica ultrapassada e <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>trash<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">. O camp induz outra forma de codifica\u00e7\u00e3o, uma encena\u00e7\u00e3o que muitas vezes ser\u00e1 o centro do filme. Para conseguir estes resultados, cineastas ir\u00e3o insistir num aspecto ritual\u00edstico como na maquiagem, no figurino e na limpeza. Alguns exemplos podem ser encontrados em <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Lupe<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1966) de Jos\u00e9 Rodriguez-Soltero, onde Mario Montez improvisou em volta da ascen\u00e7\u00e3o e queda de Lupe Velez, e se tornou uma s\u00e1tira, <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Flaming Creatures <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">(1963) de Jack Smith , onde o uso do batom provocou alguns momentos visuais interessantes, e <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>My<\/i><\/span><\/span> <span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Hustler<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1965) de Andy Warhol, onde um garoto de programa loiro realiza diversas atividades, especialmente a cena no banheiro que lembra trabalhos anteriores como <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Haircut<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1963). Estas atividades pareciam levar um longo tempo, ou mais precisamente, elas obedecem \u00e0 uma expans\u00e3o do tempo, o que as torna em algo especial. Parece que esta expans\u00e3o empurra a audi\u00eancia ao seu limite, tanto quanto a m\u00fasica experimental, como as de La Monte Young e Dream Syndicate<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\"><sup>2<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">. Este tempo expandido induz uma forma de transgress\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao cinema convencional e seu r\u00edtmo, em dire\u00e7\u00e3o a restri\u00e7\u00e3o da do narrativo criando um espa\u00e7o original para figuras singulares que por acaso s\u00e3o gays, travestis, rejeitados&#8230; O que \u00e9 exatamente o que Jack Smith estava fazendo em seus filmes, fotografias e performances, estendendo a dura\u00e7\u00e3o da <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>avant-sc\u00e8ne<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, procurando entre os detritos a j\u00f3ia que o filme, a performance, far\u00e3o brilhar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Em <\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Agripina \u00e9 Roma-Manhattan <\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">(1972), n\u00f3s estamos exatamente em uma situa\u00e7\u00e3o similar. Como H\u00e9lio Oiticica afirmou:<\/span><\/span><\/span> <span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><i>H\u00e1 um cineasta que quer me fazer de ator &#8211; filmes mudos underground: \u00e9 Jack Smith, mito do underground americano, estive l\u00e1 uma vez e ele depois ficou me procurando, at\u00e9 que \u2026<\/i><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><i>Fui a uma proje\u00e7\u00e3o de slides com trilha sonora, uma esp\u00e9cie de quase-cinema, que foi incr\u00edvel\u00a0; Warhol aprende muito com ele, quando come\u00e7ou, e tomou certas coisas que levou a um n\u00edvel, \u00e9 claro\u00a0; Jack Smith \u00e9 uma esp\u00e9cie de Artaud do cinema, seria o modo mais objetivo de defini-lo<\/i><\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><i><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\"><sup>3<\/sup><\/a><\/i><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><i>.<\/i><\/span><\/span><i> <\/i><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Pode-se encontrar nos filmes de H\u00e9lio tend\u00eancias similares como a aceita\u00e7\u00e3o da improvisa\u00e7\u00e3o e uma fascina\u00e7\u00e3o por detritos. Em seu filme, H\u00e9lio utilizou <\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Mario Montez (aka Dolores Flores, aka Ren\u00e9 Riveira) para atuar como um tributo a figura <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>cult<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> de Jack Smith.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Mario Montez e Antonio Dias est\u00e3o vagando pelo centro de Nova York, jogando dados, mas n\u00e3o est\u00e3o realizando nada. De alguma forma a performance \u00e9 improdutiva, e neste sentido ela se aproxima da est\u00e9tica de Jack Smith<\/span><\/span><\/span><sup><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote4sym\" name=\"sdfootnote4anc\"><sup>4<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/span><\/sup><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\">O convite de Mario Montez pedia por um mundo <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times New Roman, serif;\"><i>underground<\/i><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"> e criaturas que transgredissem as regras do planeta heterosexual, produzindo novas rela\u00e7\u00f5es que gentilmente subvertem quest\u00f5es de g\u00eaneros, atrav\u00e9s de uma mistura de clich\u00eas, da jovem personagem feminina que parece uma modelo, uma noiva vermelha e um noivo gigol\u00f4, etc&#8230; Se homosexualismo \u00e9 concebido, ser\u00e1 na margem, como se por acaso. Mas de fato, assim como alguns filmes da vanguarda antecessora, mas de uma forma mais distanciada, o filme de Oiticica est\u00e1 lidando com quest\u00f5es de g\u00eanero). Tudo no filme \u00e9 teatral, cheio de artefatos e glamour barato que demonstra o aspecto do camp, e autoriza essa interpreta\u00e7\u00e3o. Neste filme, podemos dizer que a vida do homosexual \u00e9 insinuada, mas n\u00e3o monstrada abertamente. Isso facilita a vida de muitos cr\u00edticos que se recusam a falar sobre este aspecto de H\u00e9lio Oiticica, e portanto n\u00e3o far\u00e3o a conex\u00e3o entre este filme com os retratos de rapazes como na s\u00e9rie <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Neyr\u00f3tika<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1973); como se algu\u00e9m n\u00e3o devesse mencionar este aspecto <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>queen<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> do artista. Esconder este lado pode ser um programa, mas de forma geral nos mostra as dificuldades de uma sociedade em rela\u00e7\u00e3o as diferen\u00e7as, e reflete uma forte homofobia. Tudo isso \u00e9 muito estranho\/esquisito!<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Com Jomard Muniz de Britto a cena \u00e9 diferente. Seus filmes feitos em super 8<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote5sym\" name=\"sdfootnote5anc\"><sup>5<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> lidam em parte com assuntos gays, de uma forma mais direta. No come\u00e7o eles foram feitos com o grupo teatral de Recife: <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Vivencial Diversiones<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">. Esses filmes compartilham muito com o teatro baseado na improvisa\u00e7\u00e3o, no <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>happening<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, e na reciclagem de objetos e personagens, seguindo a est\u00e9tica do lixo<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote6sym\" name=\"sdfootnote6anc\"><sup>6<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, fazendo deles parte do reino est\u00e9tico promulgado por Jack Smith entre outros. De acordo com Siv\u00e9rio Trevisan: <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>\u201cCom Vivencial Diversiones, ser gay era um elemento inflamat\u00f3rio do elemento subversivo.\u201d<\/i><\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote7sym\" name=\"sdfootnote7anc\"><sup>7<\/sup><\/a><\/i><\/span><\/span><\/sup><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Elemento subversivo que pode ser visto nos filmes feitos por Jomard Muniz de Britto de 1974 at\u00e9 o final dos anos 70. O que est\u00e1 em quest\u00e3o aqui n\u00e3o \u00e9 somente a afirma\u00e7\u00e3o da ambiguidade que subverte o papel e sua interpreta\u00e7\u00e3o dentro dos c\u00f3digos da sociedade, mas tamb\u00e9m a afirma\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter gay em todos os seus aspectos e variedades. Dois filmes de Jomard Muniz de Britto s\u00e3o exemplares: <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Vivencial 1<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1974) no qual a troupe questiona o mito do andr\u00f3geno, o que \u00e9 seguido por uma esp\u00e9cie de orgia que acontece na escadaria de uma igreja. A dimens\u00e3o ritual\u00edstica, a atmosfera festiva, para n\u00e3o dizer carnavalesca, facilitam a subvers\u00e3o e a transgress\u00e3o<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote8sym\" name=\"sdfootnote8anc\"><sup>8<\/sup><\/a>. O uso de s\u00edmbolos religiosos e goza\u00e7\u00e3o dos representantes cat\u00f3licos evocam mais Jean Genet que o anti-catolicismo do surrealismo. Este filme retrata uma sexualidade livre, uma sexualidade flu\u00edda, a qual por n\u00e3o se atribuir \u00e0 um objeto parece ter algumas similaridades com o que promulgou em seus filmes, Jack Smith. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><i>Invent\u00e1rio de um feudalismo cultural <\/i><\/span><span style=\"font-family: Times;\">(1978), mistura elucubra\u00e7\u00f5es de um grupo de travestis evocando uma jornada pela hist\u00f3ria do Recife. As figuras flutuantes dos travestis, e do rapaz s\u00e3o essenciais para este cineasta, tanto quanto foram t\u00e3o proeminentes para <\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Derek Jarman, ou Lionel Soukaz. Seus filmes parecem seguir uma pessoa s\u00f3, at\u00e9 encontrar outra, e assim por diante. Oscila-se antes de ir de um para o outro, enquanto o garoto se vai trepando com outro. O que est\u00e1 em quest\u00e3o aqui \u00e9 uma forma de milit\u00e2ncia pelo prazer, que significa neste caso, prazer gay e que encontramos em muitos filmes underground Europeus e Americanos das d\u00e9cadas de 60 e 70. Nesta ordem pode-se abranger os filmes de Jomard Muniz de Britto, aos do movimento <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>hippie<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> vistos nos trabalhos de Ron Rice e Saul Levine, que celebram a liberdade do sexo e das drogas.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Se, no mundo ocidental pode-se seguir um desenvolvimento regular dentro da cena de filmes experimentais, uma gera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a outra, parece que no Brasil este n\u00e3o foi exatamente o caso. A produ\u00e7\u00e3o de filmes parece ter se modificado, como citado por Arlindo Machado entre outros, de filme para v\u00eddeo bem cedo, mas conforme minhas pesquisas at\u00e9 este momento falta um peda\u00e7o desta hist\u00f3ria, n\u00e3o que n\u00e3o houvesse uma produ\u00e7\u00e3o nos anos 80, mas esta era certamente menos prevalente. O v\u00eddeo era a forma predominante j\u00e1 que estava mais dispon\u00edvel e de certa forma, mais barato que filmes.<\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Rafael Fran\u00e7a foi uma figura dominante dentro da v\u00eddeo arte no Brasil, segundo Arlindo <\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Machado<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote9sym\" name=\"sdfootnote9anc\"><sup>9<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> ele teve um papel importante na jun\u00e7\u00e3o entre as artes v\u00edsuais e a arte de v\u00eddeo, mas ocupou uma posi\u00e7\u00e3o passageira. Alguns de seus trabalhos lidam diretamente com conte\u00fados gay, como <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>O Profundo Sil\u00eancio das Coisas Mortas<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1988) e <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Prel\u00fadio de uma Morte Anunciada<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1991). Se o primeiro lida com amor e trai\u00e7\u00e3o entre dois amantes, ele \u00e9 feito de uma forma que mistura passado com presente, mem\u00f3ria com realidade. Neste sentido o v\u00eddeo est\u00e1 utilizando a possibilidade do deslocamento que a edi\u00e7\u00e3o oferece nesse meio. O seu v\u00eddeo partilha com alguns trabalhos de Gary Hill um interesse por uma estrutura de narrativa elaborada, que n\u00e3o segue uma linearidade tradicional mas que envolve quest\u00f5es sobre a semi\u00f3tica do aparato. O seu \u00faltimo trabalho lida com a questnao da Aids. Essa fita feita alguns dias antes de sua morte mostra dois corpos se acariciando (ele e seu namorado), enquanto nomes de alguns amigos (18 no total), passam sobre cenas em close das m\u00e3os, bocas, e faces dos dois amantes. Abre-se em preto e branco at\u00e9 que o texto sobrep\u00f5e-se aos corpos vestidos filmados em cor. Este filme lida com a Aids, e desta forma fala e retoma outros que lidam com o mesmo assunto. Se a <\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\">propaga\u00e7\u00e3o da epidemia da Aids foi dram\u00e1tica na comunidade gay, tamb\u00e9m impulsionou uma mudan\u00e7a no fazer de filmes nos final da d\u00e9cada de 80. Primeiramente nos Estados Unidos e na Inglaterra e depois em todos os lugares com a erup\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do ativismo em torno da Aids do novo cinema gay. Para os cineastas e astistas, as quest\u00f5es eram m\u00faltiplas, por um lado ele deveria saber como produzir filmes que lutam contra a vitimiza\u00e7\u00e3o da comunidade gay, e por outro lado mostrar que ser gay nessa epidemia n\u00e3o significava a falta de prazer, de sexo. Para alguns cineastas isso significou fazer filmes lidando com quest\u00f5es que n\u00e3o eram abordadas at\u00e9 ent\u00e3o, como a etnicidade (os trabalhos de Isaac Julian, Marlon Riggs foram cruciais naquele momento tanto quanto o trabalho de Richard Fung), pornografia transg\u00eanicos, <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">etc<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote10sym\" name=\"sdfootnote10anc\"><sup>10<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">\u2026<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Cineastas e artistas estavam preocupados com t\u00f3picos nos quais a quest\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o estava em jogo, ou seja, como acessar uma audi\u00eancia mais expandida, para poder transmitir a mensagem ou a contra-mensagem e produzir alternativas para a m\u00eddia dominante hetero. V\u00eddeo e Aids tem sido um campo f\u00e9rtil de produ\u00e7\u00e3o devido \u00e0 urg\u00eancia da crise, e porque a Aids revelou, como ainda faz, uma sociedade feita de desilus\u00e3o e tabus<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote11sym\" name=\"sdfootnote11anc\"><sup>11<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">. Esta fita do Rafael Fran\u00e7a foi uma das primeiras a lidar com a Aids no Brasil (1991) de uma forma aleg\u00f3rica. Esta, mostra um amante acariciando, beijando, mas voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea o seu rosto, exceto no final, onde vemos que este personagem \u00e9 o pr\u00f3prio artista. As estrat\u00e9gias utilizadas neste v\u00eddeo s\u00e3o similares, at\u00e9 mesmo similares \u00e0 trabalhos feitos por diferentes ativistas com o prop\u00f3sito de mostrar que o afeto entre homens existe \u00e0 despeito da Aids. Neste sentido pode-se ver uma conex\u00e3o entre o trabalho de Rafael Fran\u00e7a e teses de Grand Fury, Tom Kalin, Gregg Bordowitz, e John Lindell para citar alguns. N\u00e3o \u00e9 a raiva que \u00e9 dominante, mas o afeto, que \u00e9 pr\u00f3ximo \u00e0 melancolia e a tristeza<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote12sym\" name=\"sdfootnote12anc\"><sup>12<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">. Esta forma de melancolia, que me faz pensar em Saudade, tamb\u00e9m est\u00e1 presente em diferentes fitas de Cyriaco Lopes, ao qual iremos retornar.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Em <\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Paix\u00e3o Nacional<\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1994), Karim Ainouz com seu filme de 16mm sugeriu diferentes quest\u00f5es, lidando com o turismo sexual e com o fato de que para um brasileiro n\u00e3o \u00e9 muito f\u00e1cil ser reconhecido como homosexual. De certa forma o filme fala da paix\u00e3o dominando a raz\u00e3o. O filme mistura diferentes t\u00e9cnicas que se relacionam com a tradi\u00e7\u00e3o de filmes de di\u00e1rio, mas sabe-se que \u00e9 uma mera fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o um document\u00e1rio, que mistura duas vozes. Uma \u00e9 a do extrangeiro fascinado pela sensualidade do Brasil, e a outra \u00e9 a do brasileiro morrendo pela hipocrisia de seu pa\u00eds. Neste sentido o filme compartilha mais com algumas das quest\u00f5es que o Novo cinema <\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Queer<\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> estabeleceu em filmes de Tom Haynes<\/span><\/span><\/span><sup><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote13sym\" name=\"sdfootnote13anc\"><sup>13<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/span><\/sup><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, Gregg Araki<\/span><\/span><\/span><sup><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote14sym\" name=\"sdfootnote14anc\"><sup>14<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/span><\/sup><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, e Rose Troshe<\/span><\/span><\/span><sup><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote15sym\" name=\"sdfootnote15anc\"><sup>15<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/span><\/sup><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">\u2026o que ser\u00e1 confirmado, pelo seu longa &#8211; <\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Madame Sat\u00e3 <\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">(2001)<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote16sym\" name=\"sdfootnote16anc\"><sup>16<\/sup><\/a>.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Os dois \u00faltimos artistas de que gostaria de comentar brevemente, fazem filmes\/ fitas em conjun\u00e7\u00e3o com outras pr\u00e1ticas visuais. Cyriaco Lopes come\u00e7ou seu trabalho no Rio de Janeiro mas mora nos Estados Unidos j\u00e1 faz nove anos, enquanto Edson Barrus<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote17sym\" name=\"sdfootnote17anc\"><sup>17<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> vive entre S\u00e3o Paulo e Paris e come\u00e7ou a fazer v\u00eddeos quando morava no Rio de Janeiro no final da d\u00e9cada de 90.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Em <\/span><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Beijos de L\u00edngua<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (2005-2006), e em <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Lovers and Saints<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (2007) os conte\u00fados s\u00e3o mais explicitamente gays que em outros trabalhos do artista, mas ao mesmo tempo n\u00e3o s\u00e3o travalhos ativistas. Eles abordam uma tem\u00e1tica gay entre outros assuntos. Eles inscrevem, para dizer que n\u00e3o anexam, conte\u00fado gay. Em <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Beijos de L\u00edngua, <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">as fitas feitas de frases curtas evocam situa\u00e7\u00f5es peculiares de conte\u00fado cifrado que pode ser interpretado como camp, como gay, assim como se podia encontrar em muitos filmes de Hollywood quando era pro\u00edbido\/censurado lidar com certos assuntos. Aqui encontramos uma estrat\u00e9gia similar mas com um toque po\u00e9tico. N\u00f3s falamos sobre isto sem sermos muito \u00f3bvios, insistentes, gentis e de certa forma bem quietamente. Estamos bem longe da provoca\u00e7\u00e3o dos anos 60 e 70 onde excesso era essencial. Estamos num tempo onde a homosexualidade \u00e9 aceita como uma forma de se viver, onde n\u00e3o se briga mais pela diferen\u00e7a&#8230; quest\u00e3o de cren\u00e7a. Neste trabalho, os textos s\u00e3o de fato um pretexto para outra hist\u00f3ria: Tra\u00e7ando a genealogia da lingua portuguesa, demonstra-se como a mistura a constitui. De uma certa forma estas no\u00e7\u00f5es de h\u00edbridismo s\u00e3o tamb\u00e9m produtivas em <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Lovers and Saints, <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">no qual imagens de criminosos, homens mais procurados, s\u00e3o apresentados como amantes e santos. \u00c0 est\u00e9tica utilizada aqui nos lembra Pierre e Gilles, uma certa par\u00f3dia kitshy.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Alguns dos trabalhos de Rafael Fran\u00e7a e Cyriaco Lopes compartilham estrat\u00e9gias est\u00e9ticas em torno da fragmenta\u00e7\u00e3o e do uso das palavras como representa\u00e7\u00e3o<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote18sym\" name=\"sdfootnote18anc\"><sup>18<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, que foram utilizadas por alguns artistas chamados p\u00f3s-modernos e em filmes e v\u00eddeos ativistas em sua maioria; \u00e9 aqui que encontramos o gay e a Aids, no qual o uso do texto \u00e9 fator chave para a articula\u00e7\u00e3o de diferentes n\u00edveis de significado, apesar da velocidade de suas apari\u00e7\u00f5es como nos trabalhos de Tom Kalin, John Lindell, ou meus pr\u00f3prios trabalhos. <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\">A democratiza\u00e7\u00e3o das ferramentas se manifesta com o uso do computador que da a possibilidade de fazer seu montagem com difrente tipo de sofware sem ajuda externa. Quando Edson Barrus fazia <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><i>Bate Papo<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\">, precisava ter uma c\u00e2mara externa para registrar o desfil\u00e9 das telas. Hoje n\u00e3o \u00e9 mais necessario, podemos capturar direitamente movimento acontecendo na tela. A representa\u00e7\u00e3o desta autonomia dos ferramentas do computador pode se applicar ao uso de texto e das lettras em alguns trabalhos de Paulo Scharlach. Escrevendo cartas, ou criando um dialogo entre as lettras de can\u00e7\u00f5es e as janella do computador : <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><i>O rel\u00f3gio parou<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote19sym\" name=\"sdfootnote19anc\"><sup>19<\/sup><\/a> (2014), jogando com diferente ferramento do computador, incorporando seu \u201cglitch\u201d na representa\u00e7\u00e3o : <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><i>Inter-rompidou<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"> ou <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"><i>Sentir\u00e1 sua falta<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"pt-BR\"> (2012)<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote20sym\" name=\"sdfootnote20anc\"><sup>20<\/sup><\/a> . <\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">As fitas de Edson Barrus que eu quero discutir s\u00e3o trabalhos realizados, mas pouco vistos. Parece que estes trabalhos que lidam principalmente com a reciclagem de imagens gays pornogr\u00e1ficas precisam ser feitos, mas n\u00e3o existem para serem promovidos como a maioria dos v\u00eddeos do artista. Trabalhar com imagens pornogr\u00e1ficas expl\u00edcitas sempre foi importante para a cena gay<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote21sym\" name=\"sdfootnote21anc\"><sup>21<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">. Estes v\u00eddeos constituem um tipo de cole\u00e7\u00e3o, catalogando um cen\u00e1rio similar de sexo de diferentes filmes. Eles reconhecem a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 pornografia que de certa forma aboliu as fronteiras e est\u00e1 dispon\u00edvel \u00e0 quase todos em qualquer lugar do mundo em fitas e DVDs. O cinema n\u00e3o \u00e9 mais o \u00fanico lugar onde estes filmes s\u00e3o vistos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Muitos cineastas experimentais influenciaram a produ\u00e7\u00e3o pornogr\u00e1fica nos final dos anos 60 e come\u00e7o dos anos 70 nos Estados Unidos<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote22sym\" name=\"sdfootnote22anc\"><sup>22<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, ou por fazerem filmes que beiravam a pornografia (ver os problemas ocorridos nos anos 60 e 70 com Jean Genet, Jack Smith, Kenneth Anger, ou Shuji Terayama e nos anos 80 com Lionel Soukaz<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote23sym\" name=\"sdfootnote23anc\"><sup>23<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup> e nos anos 2000 Lary Brose<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote24sym\" name=\"sdfootnote24anc\"><sup>24<\/sup><\/a><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">) ao empurrar o limte do que era aceito pela sociedade dentro da representa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica, ou fazendo o que era considerado pornografia do qual <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Pink Narcissus<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1971 James Bidgood) poderia ser um exemplo hist\u00f3rico, ou <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Sodom<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1989) de Luther Price que foi recentemente re-editado para que pudesse ser mostrado com mais abrang\u00eancia<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote25sym\" name=\"sdfootnote25anc\"><sup>25<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">. Nos anos 80 muitos cineastas experimentais pelo mundo inteiro trabalharam com <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>found footage<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">\/material filmico encontrado<\/span><\/span><sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote26sym\" name=\"sdfootnote26anc\"><sup>26<\/sup><\/a><\/span><\/span><\/sup><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">. No entando, parece normal que como um objeto as imagens pornogr\u00e1ficas tanto como a m\u00eddia, a <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>web<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> n\u00e3o ser\u00e1 exclu\u00edda desta apropria\u00e7\u00e3o. Muitos cineastas experimentais gays, t\u00eam desde os anos 80, inclu\u00eddo dentro de seus filmes imagens pessoais roubadas de filmes pornogr\u00e1ficos, re-filmados da televis\u00e3o ou piratiados de DVDs. \u00c0 epidemia da Aids colocou em quest\u00e3o alguns comportamentos sexuais e nota-se que assistir filmes porn\u00f4 se tornou um h\u00e1bito compartilhado por todos. N\u00e3o \u00e9 mais um comportamento escondido e encoberto.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">A inclus\u00e3o do f\u00f3rum gay \u00e9 o objeto do <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Bate Papo<\/i><\/span><\/span> <span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>22cm<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (2001) no qual a tela \u00e9 rabiscada e filmada durante uma conversa com algumas pessoas. O uso privado se torna p\u00fablico. \u00c0 exibi\u00e7\u00e3o dessa troca questiona a no\u00e7\u00e3o mesma do sexo privado e p\u00fablico. O que h\u00e1 de interesse neste v\u00eddeo \u00e9 o fato de que estamos imersos num tempo diferente, ajustando \u00e0 uma troca na qual somos somente o receptor passivo? Mas este novo campo aberto que Lionel Soukaz explorou com um de seus videos mais recentes: <\/span><\/span><span style=\"color: #000080;\"><span lang=\"zxx\"><a href=\"http:\/\/www.webcam\/\"><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>www.webcam<\/i><\/span><\/span><\/span><\/a><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (2005) no qual ele evoca a pr\u00e1tica do encontro contempor\u00e2neo dentro do universo gay atrav\u00e9s da imagem e da intera\u00e7\u00e3o que pela <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>web<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> \u00e9 sempre induzido pela imagem. Isto n\u00e3o \u00e9 sem lembrar uma das frases ditas por ele ou por Guy Hocquenghem em <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Race d\u2019Ep<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1979) que a foto de um homem jovem ser\u00e1 sempre o item mais emocionante. \u00c9 sempre uma quest\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o e, mais importante, uma quest\u00e3o de como lidar com a representa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Em outros trabalhos \u00e9 a reciclagem de imagens porn\u00f4, uma forma de apropria\u00e7\u00e3o e revisita\u00e7\u00e3o de algumas sequ\u00eancias que d\u00e3o \u00e0 estas imagens outra dimens\u00e3o. De fato os filmes que vemos feitos por Edson Barrus s\u00e3o uma re-filmagem, feita com uma camera digital pequena, ouve-se na trilha sonora a respira\u00e7\u00e3o do artista dando uma codifica\u00e7\u00e3o suplementar \u00e0 imagem. N\u00f3s assistimos n\u00e3o somente \u00e0 um filme porn\u00f4, mas somos testemunhas de uma pessoa assistindo e selecionando sequ\u00eancias e escolhendo parte das imagens para se olhar. A conjun\u00e7\u00e3o destas temporalidades \u00e9 estimulante porqu\u00ea \u00e9 reflexiva e nos coloca em outra dimens\u00e3o, incluindo nosso pr\u00f3prio olhar como uma outra camada de codifica\u00e7\u00e3o. Isso acontece nos filmes <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Pour homme<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Filmex<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, e<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i> Xbook <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">feitos em<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i> 2005, <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">ou at\u00e9 em<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i> 69<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> e <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>THEND, <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">os dois de<\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i> 2006. <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Muitos filmes tem lidado com imagens similares mas eles eram uma apresenta\u00e7\u00e3o de cole\u00e7\u00e3o, como no caso de alguns de <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Hundred Videos<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1992-96) de Steve Reinke, ou <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>All You Can Eat<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1993) de Michael Brynntrup, ou <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>More Intimacy<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"> (1999) de Chen Hui Wu. A especificidade de v\u00eddeos do artista Brasileiro tem a ver com a inclus\u00e3o dele, mesmo atrav\u00e9s do som da respira\u00e7\u00e3o e do tremor da camera<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote27sym\" name=\"sdfootnote27anc\"><sup>27<\/sup><\/a>. Em ambos os casos o corpo do expectador\/ cineasta \u00e9 inclu\u00eddo no processo, e faz parte do que vemos. O uso privativo se torna p\u00fablico. Ele se torna parte do filme que estamos assistindo. Nos n\u00e3o estamos sosinhos! Em <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Filme X<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, por exemplo, ouve-se ru\u00eddos que n\u00e3o vem dos v\u00eddeos, mas da filmagem, e \u00e9 \u2013se transportado para outra paisagem imagin\u00e1ria, que transforma ou duplica a nossa experi\u00eancia de voyeur, e isto especialmete porque neste filme existe uma forte \u00eanfase na abstra\u00e7\u00e3o da imagem devido \u00e0 camera lenta, foco suave ou closes extremos, borrando formas e cores, algumas vezes padr\u00f5es opticos moir\u00e9 transformam os corpos.<\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">Com <\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\"><i>Videopunhetas<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span lang=\"en-US\">, um trabalho em andamento in\u00edciado em 2001, o artista se masturbou em frente ao monitor que esta mostrando uma masturba\u00e7\u00e3o precedente. Um trabalho em un\u00edssono! Um pinto encarando sua pr\u00f3pria imagem. Todas estas masturba\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas para v\u00eddeos e evocam trabalhos anteriores feitos por Vito Acconci. N\u00f3s pod\u00edamos ouvi-lo, mas n\u00e3o v\u00ea-lo pois estava escondido embaixo do ch\u00e3o da galeria. Trinta anos se passaram desde a exposi\u00e7\u00e3o, n\u00f3s estamos agora encarando o espet\u00e1culo da sexualidade que foi realizado para e com a assiat\u00eancia de novas ferramentas digitais. O que \u00e9 importante nesta experi\u00eancia feita por Edson Barrus, a despeito do orgasmo descrito ou n\u00e3o, \u00e9 o fato de que os filmes foram mostrados numa galeria. O deslocamento do olhar, a loca\u00e7\u00e3o onde o evento foi mostrado, transformou e colocou em quest\u00e3o este espa\u00e7o p\u00fablico, que foi invadido por partes \u00edntimas. \u00c9 um acesso diferente e maior abertura do que os oferecidos pelo papo virtual ou pelos sites como o X-tube, You Porn&#8230;, no qual pode-se ver e compartilhar os pr\u00f3prios encontros sexuais ou masturba\u00e7\u00e3o com qualquer um procurando a fita.<\/span><\/span><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">Parece que com trabalhos deste tipo, o que estava em quest\u00e3o inicialmente para a maioria dos cineastas experimentais que lidam com o cinema pessoal, era fazer imagens que afirmem a identidade do artista, seu desejo tanto como suas imagens foram democratizadas de maneira que qualquer um pudesse faz\u00ea-lo. Para a maioria dos cineastas, novas quest\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 acessibilidade a enorme quantidade de trabalho produzido, v\u00e3o modificar a investiga\u00e7\u00e3o voltada ao processo de cria\u00e7\u00e3o audiovisual.<\/span><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">O que ainda \u00e9 surpreendente \u00e9 o fato de que apesar da produ\u00e7\u00e3o de filmes pela ind\u00fastria que incluem conte\u00fados gay, ou at\u00e9 novelas, quest\u00f5es gays parecem com frequ\u00eancia entendidas como de menor import\u00e2ncia, e s\u00e3o desenfazidas n\u00e3o somente pelos cr\u00edticos, mas tamb\u00e9m pelos pr\u00f3prios autores, como se fossem sempre um trabalho secund\u00e1rio, at\u00e9 que chegaram os celulares que as novas gera\u00e7\u00f5es se apropriam para propor seus conte\u00fado. Assim Leona, v\u00e1 nos anos 2000 influenciar muitos jovens com seu uso da filmagens sem qualidade. O termo de sem qualidade deve se entender aqui como um filmagem feito, em casa com celular b\u00e1sico. Que importa, n\u00e3o \u00e9 a qualidade das imagens, que o fazer de qualquer jeito, seu filme. Assim na \u201cnovela\u201d <i>Leona A Assassina Vingativa<\/i> (2009, 2010, 2011) se encontra o desejo de fazer da novela, sua hist\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 mais a novela da Globo, \u00e9 uma novela em qual os artif\u00edcios e os ressaltos se encontram e se fazem com as pessoas do lugar : Belem, com irm\u00e3o, amigos, no caso da proposta de Leona. A novela \u00e9 o pretexto para estabelecer retrato das pessoas que n\u00e3o t\u00eam acesso usualmente as suas representa\u00e7\u00f5es. O filme inscreve a possibilidade de jogar com os c\u00f3digos da novela, como lhe permite de subverter os quebrando as limites do bom gosto, ou de espectador m\u00edtico da televis\u00e3o. Com Leona nos entramos no uso e desvio local das redes nacionais que v\u00e3o alem da moral estabelecida pela novela, jogando com a polimorfa do desejo homoerotico. E interessante ver que isto \u00e9 feito para um menor (todos os primeiro cap\u00edtulos da Leona vingativa), questionando assim as regras importadas a sexualidade pelos c\u00f3digos morais seja s\u00f3cias ou religiosos se pensa na <i>Fresc\u00e1 No C\u00edrio<\/i> (2015). <\/span><\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"LEFT\"><span style=\"font-family: Times;\">A generaliza\u00e7\u00e3o do \u201cfeito em casa\u201d se encontra em muitas propostas que n\u00e3o se preocupam da historia do cinema mais com a vontade de produzir (seus) filmes como desde 2012 o fazem o grupo Surto &amp; Deslumbramento no Recife. O coletivo tem a vontade de afastar-se da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica nacional privilegiando \u201c<\/span><i>o artificialismo, o l\u00fadico, a par\u00f3dia, o deboche, a viadagem, a pinta, o pop e a cultura de massa<\/i><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote28sym\" name=\"sdfootnote28anc\"><sup>28<\/sup><\/a>\u00a0\u00bb. Si o artificialismo, a parodia,o viadagem se encontram em todas propostas de diferente cineastas ou grupo, as referencias na cultura de massa n\u00e3o s\u00e3o sempre igual. Entre Belem, Cabo de Santo Agostinho, e Recife, Teresina, o contexto social, como a realidade racial s\u00e3o diferentes e induzem respostas filmicas diferentes. Assim entre o coletivo do Recife, e os trabalhos de Leona ou de Junior Araujo, se percebe que a idade gera um tipo de filmes onde a afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 diferenciada. A necessidade n\u00e3o \u00e9 a exatamente a mesma por causa da realidade pol\u00edtica e ideol\u00f3gica. A import\u00e2ncia da afirma\u00e7\u00e3o do viadagem \u00e9 uma quest\u00e3o ideol\u00f3gica que v\u00e1 ter repercuss\u00f5es m\u00faltiplas transformadas cada vez pelas quest\u00f5es raciais, econ\u00f4micas, da idade e do g\u00eanero.<\/p>\n<p lang=\"pt-BR\" align=\"LEFT\">SI pode dizer tamb\u00e9m que os filmes do Surto \u00e9 Deslumbramento s\u00e3o mais anal\u00edtico no sentido que se percebe na distancia e nos roteiros de cada proposta, quando quais da Leona, ou de Junior Araujo com <i>Dixon <\/i>( 2016), participam de um abordagem mais espont\u00e2nea. Nos selfies seja fotogr\u00e1ficos ou filmicos a quest\u00e3o \u00e9 relativa a performance. Como voc\u00ea v\u00e1 dar conta do momento, e de sua representa\u00e7\u00e3o\u00a0? Este tipo de filmagem se aproximam do film jornal, um cinema subjetivo, onde o cineasta responde aos eventos que s\u00e3o na frente de sua c\u00e2mara, seja que lhe v\u00e1 encontrar-os de proposto como fazia, por exemplo Nelson Sullivan nos anos 80 em downtown Nova York<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote29sym\" name=\"sdfootnote29anc\"><sup>29<\/sup><\/a>, ou por acaso como se faz com os registros de viagem. A mistura das doas tend\u00eancias caracterizam as produ\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas que oscila entre o selfie, o video clipe, como se vem com <i>Dixon,<\/i> ou com <i>Eu Quero um Boy (Cover Gaby Amarato)<\/i> (2014). nesta mistura se encontram as energias e o desejo de fazer filmes como se podia ver com a produ\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os Kuchar que desde no inicio dos anos 60 iniciarem suas careiras com 8mm antes utilizar o 16mm. No filme <i>Dixon<\/i>, o abordagem do tratamento das imagens mostra uma liberdade em rela\u00e7\u00e3o aos estilos que n\u00e3o privilegia uma hier\u00e1rquica est\u00e9tica, e evoca um jogo onde se uso uma multiplicidade de efeitos no tratamento da imagens como as rela\u00e7\u00f5es entre as diferentes takes. O filme de Junior como alguns de Leona Vingativa usam a est\u00e9tica e o calibragem do video clipe, mais no sentido inverso. Usualmente o clipe ilustra com representa\u00e7\u00f5es diversas as letras da musica. As imagens constroem a narrativa, quando aqui as imagens entre em uma dinamica pr\u00f3xima da coreografia no sentido que elas interagissem com as letras como um contraponto. Seguindo a maneira de Bruce Conner de unir musica e imagem com seus filme de found footage, o uso contempor\u00e2neo do retrato faz conversar de novo os media sem vergonha&#8230; uma constru\u00e7\u00e3o inst\u00e1vel, que se transforma a cada filme. Os filme devem um jogo com\/de diverg\u00eancia entre a dimens\u00e3o figura e o som. Neste sentido esses filmes evocam a dualidade modal do cinema hist\u00f3rico em qual a imagem \u00e9 separado do som. Ao mesmo tempo o uso contempor\u00e2neo combina o uso da separa\u00e7\u00e3o com o <i>Mickey Mousing<\/i><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote30sym\" name=\"sdfootnote30anc\"><sup>30<\/sup><\/a> que significa a duplica\u00e7\u00e3o do evento visual com o som. Esta oscila\u00e7\u00e3o entre os dois usos estabelecem a instabilidade que \u00e9 o sinal da contemporanidade, ela n\u00e3o se fixe em uma forma definitiva mais pode virar em qualquer dire\u00e7\u00e3o, um devir constante.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote\"><span style=\"font-size: small;\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1 <\/a>O filme de Jos\u00e9 Agrippino de Paula n\u00e3o foi visto no Brasil antes os anos oitenta, isto explica sua ausencia nos discursos sobre as representa\u00e7\u00f5es do gays como explica que a sua liberdade no tratamento das formas como do cont\u00e9udo nao recebi o acolhimento que lhe merite.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote2\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote2sym\">2<\/a><span style=\"font-size: small;\"> Neste exemplar ver<\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Branden W. Joseph\u00a0: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Beyond the Dream Syndicate, Tony Conrad and the Arts after John Cage<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, Zone Books, New York 2008.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote3\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote3anc\" name=\"sdfootnote3sym\">3<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> ver <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>H\u00e9lio Oiticica<\/i><\/span><\/span> <span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Quasi-Cinema<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, ed Carlos Basualdo, Wexner Center, Hatje Cantz, publishers, 2001, e carta para Waly Salom\u00e3o, 25\/04\/71, arquivo projeto HO<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote4\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote4anc\" name=\"sdfootnote4sym\">4<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Com frequ\u00eancia cr\u00edticos focam-se na natureza inacabada do trabalho para minimiz\u00e1-lo. Andr\u00e9 Parente; Cinema de vanguarda cinema experimental e cinema do dispositivo em <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Filmes de Artista Brasil 1965-80<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, curadoria de Fernado Cocciarale, Contacapa, Rio de Janeiro 2007. <\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote5\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote5anc\" name=\"sdfootnote5sym\">5<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Para uma filmografia de Jomar Muniz de Britto, <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Margin\u00e1lia 70, O experimentalismo no Super-8 Brasileiro<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, por Rubens Machado Junior, Itau Cultural 2002, para um estudo sobre ele ver: <\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">http:\/\/www.yannbeauvais.fr\/article.php3?id_article=360<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote6\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote6anc\" name=\"sdfootnote6sym\">6<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> JMBritto em Vivencial diversiones, <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Mem\u00f3rias da Cena Pernambucana 01<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, Leidson Ferraz, Rodrigo Dourado e Wellington J\u00fanior, Recife 2005, e Nos abismos da Pernacumbalia.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote7\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote7anc\" name=\"sdfootnote7sym\">7<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> 1986, p.131 citado em <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Tentative Trangression Homosexuality, Aids and the Theater in Brazil<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, por Sev\u00e9rio Jo\u00e3o Medeiros Albuquerque, University of Wisconsin Press, 2004, e Jo\u00e3o Silv\u00e9rio Trevisan\u00a0: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Devassos no Para\u00edso<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> 6a p 327\/29 cole\u00e7\u00e3o contraluz, edi\u00e7\u00e3o Record Rio de Jjaneiro\/S\u00e3o Paulo, 2007<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote8\">\n<p class=\"sdfootnote\"><span style=\"font-size: small;\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote8anc\" name=\"sdfootnote8sym\">8<\/a>O filme de Hilton Lacerda, <i>Tatuagem<\/i> de 2013, propo uma reapresenta\u00e7\u00e3o de qualquer filme de Jomard Muniz de Brito. A incorpora\u00e7\u00e3o destes \u00ab\u00a0simulacras\u00a0\u00bb de Jomard s\u00e3o conditionadas pela dura\u00e7\u00e3o e a tolerancia do distrbubo visual numa produ\u00e7\u00e3o independante do cinema autoral.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote9\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote9anc\" name=\"sdfootnote9sym\">9<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> As linhas de for\u00e7a do video brasileiro in <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Made in Brasil, tr\u00eas d\u00e9cadas do video brasileiro,<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> org de Arlindo Machado, Itau Cultural, S\u00e3o Paulo 2007<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote10\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote10anc\" name=\"sdfootnote10sym\">10<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Um dos primeiros textos sobre esse assunto foi: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>How do I Look\u00a0: Queer Film and Video<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, ed Bad Object- Choices, Bay Press, WA 1991, mas tamb\u00e9m <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Queer Looks\u00a0: Perspective on Lesbian and Gay Film<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, de Martha Grever, John Greyson e Pratbha Parmar, Routledge, London 1993<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote11\">\n<p><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote11anc\" name=\"sdfootnote11sym\">11<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Sobre Aids e v\u00eddeo; Bill Horrigan\u00a0: Notes on Aids an its Combatant in Michael Renov ed., <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Theorizing Documentary<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, New-York, Routledge, 1993 e yann beauvais De la vid\u00e9o et du Sida <\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">in <\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Vid\u00e9o Topiques<\/i><\/span><\/span><\/span><span style=\"color: #000000;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, \u00c9d. Les Mus\u00e9es de Strasbourg \/ Paris Mus\u00e9es, 2002.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote12\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote12anc\" name=\"sdfootnote12sym\">12<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Sobre melancolia e Aids, Douglas Crimp\u00a0: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Melancholia and Moralism Essays on AIDS and Queer Politics<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, MIT Press, 2002, inicialmente publicado em Outubro \u00b043, <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>AIDS Cultural Analysis \/ Cultural Activism<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> MIT press 1987 e 1988<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote13\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote13anc\" name=\"sdfootnote13sym\">13<\/a> <span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Poison<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> 1991, <\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote14\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote14anc\" name=\"sdfootnote14sym\">14<\/a> <span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>The Living End<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> 1992<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote15\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote15anc\" name=\"sdfootnote15sym\">15<\/a> <span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Go Fish<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> 1994<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote16\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote16anc\" name=\"sdfootnote16sym\">16<\/a><span style=\"font-size: small;\">Em 2015, uma mostra com curadoria de Denilson Lopes e Mateus Nagime, chamada o New Queer Cinema foi acompanhada de um catalogo de Mateus Nagime e Lucas Murari em qual os filmes brasileiros como <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Madame Sata,<\/i><\/span> <span style=\"font-size: small;\"><i>Estudo em Vermelho<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\"> (2013)<\/span><span style=\"font-size: small;\"> de Chico Lacerda (grupo <\/span><span style=\"font-family: Times;\"><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"pt-BR\">Surto &amp; Deslumbramento<\/span><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"> &#8230;s\u00e3o incluido na<\/span> <span style=\"font-size: small;\">perspectiva historica do New Queer Cinema. <\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote17\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote17anc\" name=\"sdfootnote17sym\">17<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Sobre Edson Barrus, yann beauvais La vid\u00e9o selon Edson Barrus in <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Revue &amp; Corrig\u00e9e<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> issues Sept 2008 n\u00b0 77, e Dec 2008. Na Internet http:\/\/www.yannbeauvais.fr\/article.php3?id_article=374<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote18\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote18anc\" name=\"sdfootnote18sym\">18<\/a> <span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">Eu curei uma exposi\u00e7\u00e3o no centre Pompidou chamada <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Mot: dites, images<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, (imagens como texto em filme e v\u00eddeo), ed Scratch, Paris 1987<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote19\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote19anc\" name=\"sdfootnote19sym\">19<\/a>E<span style=\"font-size: small;\">ste video faz parte do projeto dan\u00e7a escrita.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote20\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote20anc\" name=\"sdfootnote20sym\">20<\/a> <span style=\"font-size: small;\">O film sentira sua falta sera hoje feito mais com o questionamento do genero e menos com o uso do computadore e do diferente framentos da telas de you tube ou Facebook, revelando peda\u00e7os de intimidade, fazendo um sinal a Raphael Fran\u00e7a ou Edson Barrus.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote21\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote21anc\" name=\"sdfootnote21sym\">21<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Thomas Waugh: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Hard to Imagine: Gay male Eroticism in Photography from their Beginnings to Stonewall<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, Columbia University Press, 1996, \u00e9 um estudo exemplar.<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote22\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote22anc\" name=\"sdfootnote22sym\">22<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Ver David E. James: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>The Most Typical Avant-garde, History and Geography of Minor Cinema in Los Angeles<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, University of California Press, Berkeley 2005<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote23\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote23anc\" name=\"sdfootnote23sym\">23<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Respectivamente\u00a0: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Un chant d\u2019amour<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> (1950), <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Flaming Creatures <\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">(1963), <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Scorpio Rising<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> (1964), <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>L\u2019empereur Tomato Ketchup<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> (1971), <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Ixe<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> (1980).<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote24\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote24anc\" name=\"sdfootnote24sym\">24<\/a> <span style=\"font-size: small;\">Larry Brose cineasta independante americano foi perseguido por 5 anos por causa de suposta obsenidade e pornografia infantil no seu film <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>De Profundis <\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">(1997). <a href=\"http:\/\/www.lawrencebroselegaldefensefund.com\/index.php?\/ongoing\/home-page\/\">http:\/\/www.lawrencebroselegaldefensefund.com\/index.php?\/ongoing\/home-page\/<\/a><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote25\">\n<p lang=\"en-US\"><span style=\"font-size: small;\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote25anc\" name=\"sdfootnote25sym\">25<\/a> Hoje em dia este filme est\u00e1 dispon\u00edvel para aluguel e visualiza\u00e7\u00e3o no site Light Cone. Este \u00faltimo filme lida de forma geral com a reciclagem de filmes gay hardcore de uma forma que se aproxima \u00e0lgumas estrat\u00e9gias instauradas pela Boston college of arts na d\u00e9cada de 80.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote26\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote26anc\" name=\"sdfootnote26sym\">26<\/a><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"> Em Found Footage\u00a0: yann beauvais, Jean Michel Bouhours, <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Monter Sampler<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, centre Pompidou Paris 2000\u00a0; Eugenie Bonnet\u00a0: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Desmontaje, Film, video \/apropriacion, reciclaje<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, Ivam Valencia, 1993\u00a0; James Paterson\u00a0: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Dreams of Chaos\u00a0: Understanding the American Avant-garde Cinema<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, Wayne Sate University, Detroit 1993\u00a0; William Wees\u00a0: <\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\"><i>Recycled Images The Art and Politics of Found Fo notage<\/i><\/span><\/span><span style=\"font-size: small;\"><span lang=\"en-US\">, NY Anthology Film Archives, 1993<\/span><\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote27\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote27anc\" name=\"sdfootnote27sym\">27<\/a><span style=\"font-size: small;\">Em muitos de seu trabalhos filmico, a presen\u00e7a do artista se manifesta, seja visualemente no gesto da captura, o enquadramento, as caden\u00e7as dos passos na serie Manifestons (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/edsonbarrus\">https:\/\/www.youtube.com\/user\/edsonbarrus<\/a>), seja com a repira\u00e7\u00e3o nos onde a tens\u00e3o do filmagem se ouve. <\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote28\">\n<p class=\"sdfootnote\"><span style=\"font-size: small;\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote28anc\" name=\"sdfootnote28sym\">28<\/a>http:\/\/deslumbramento.com\/release.html<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote29\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote29anc\" name=\"sdfootnote29sym\">29<\/a> <span style=\"font-size: small;\">Nelson Sullivan \u00e9 un pionniero do jornal filmada em qual aparir de 1987 ele se incorpora sistematicamente na imagens, descrevendo as coisa, os encontros e especifcamente os travestis, as night Gay de Nova York. Ele faleceou em 1989 dechando 120 horas de filmes. <\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote30\">\n<p class=\"sdfootnote\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote30anc\" name=\"sdfootnote30sym\">30<\/a> <span style=\"font-size: small;\">Sobre o Mickey Mousing ver Hans Beller\u00a0: <\/span><span style=\"font-size: small;\"><i>Between the Poles of Mickey Mousing and Counterpoin<\/i><\/span><span style=\"font-size: small;\">t in, See This Sound, Audiovisualogy 2, Essays, Ludwig Boltzmann Institute Media Art Reseach, Ed Walther K\u00f6nig 2011<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coisas de viado\u00a0! coisas de bixas\u00a0! Para falar sobre a rela\u00e7\u00e3o entre filmes experimentais e a cultura gay no Brasil, estarei focando este ensaio em poucos filmes. Parece que no Brasil, assim como em muitos outros pa\u00edses, o campo da produ\u00e7\u00e3o experimental no cinema tem sido desenvolvido por indiv\u00edduos que com frequ\u00eancia pensam que est\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[6,8],"tags":[181,60,61],"class_list":["post-1544","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ecrits","category-essais","tag-brasil","tag-gay","tag-queer"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1544"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1544\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1548,"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1544\/revisions\/1548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/yannbeauvais.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}