{"id":75,"date":"2014-03-02T16:21:03","date_gmt":"2014-03-02T15:21:03","guid":{"rendered":"https:\/\/yannbeauvais.com\/?p=75"},"modified":"2015-01-29T21:49:21","modified_gmt":"2015-01-29T20:49:21","slug":"o-uso-contemporaneo-dos-filmes-de-found-footage","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/yannbeauvais.com\/?p=75","title":{"rendered":"O uso contempor\u00e2neo dos filmes de found footage (Pt)"},"content":{"rendered":"<div>\n<p>3 dezembro 2010 12 Festival internacional de Curtas Belo Horizonte, Palacio das Artes<\/p>\n<p>Curso de Introdu\u00e7\u00e3o ao Cinema Experimental (3)<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Apropria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma coisa nova no mundo da arte, a freq\u00fc\u00eancia do seu uso denota sua atualidade. Este uso que quer que se retome uma id\u00e9ia, um som, uma melodia, um motivo, um tema para lhes desenvolver novamente, trabalha os processo, os tratamentos criando as vezes grandes desvios que \u00e9 imposs\u00edvel encontrar as origens dos documentos iniciais. Apropria\u00e7\u00e3o como gesto art\u00edstico tomou uma dimens\u00e3o que corresponde na multiplica\u00e7\u00e3o dos suportes da reprodu\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas, magn\u00e9ticas e num\u00e9ricas.<br \/>\nO s\u00e9culo vinte n\u00e3o tem o monop\u00f3lio da apropria\u00e7\u00e3o como postura art\u00edstica, mas o fez um uso predominante, que manifesta a sua democratiza\u00e7\u00e3o. O acesso e a circula\u00e7\u00e3o dos usos interrogam as redes da difus\u00e3o, assim como a(s) no\u00e7\u00e3o(es) do autor.<br \/>\nO filme de found footage manifesta no campo cinematogr\u00e1fico e mais precisamente no cinema experimental e v\u00eddeo cujos usos e atrav\u00e9s dos quais apropria\u00e7\u00f5es e desvios dos objetos encontrados beneficio da reciclagem de peda\u00e7os de filmes. Quando se trata de found footage, a gente deve entender simultaneamente\u00a0: os peda\u00e7os, os objetos encontrados assim como um g\u00eanero prot\u00e9iforme\u00a0: filmes de arquivos, compila\u00e7\u00f5es, filmes de montagem&#8230;<\/p>\n<p>O recurso a os found footage existem desde o inicio do cinema. Encontramos os tra\u00e7os nos primeiros espet\u00e1culos cinematogr\u00e1ficos nas quais os feirantes misturavam novos filmes com outros j\u00e1 mostrado em programa\u00e7\u00f5es anteriores . Porem a reutiliza\u00e7\u00e3o das seq\u00fc\u00eancias por os cineastas diferentes daqueles fizeram os filmes, verdadeiramente generalizou se nos anos 1910 1920 com o usos aos stock-shots (catalogo de seq\u00fc\u00eancias postas a disposi\u00e7\u00e3o pelos distribuidores ). A pesar do cinema de vanguardia gostar muito destes tipos de apropria\u00e7\u00f5es e desvios que o surrealismo preconizava, \u00e9 so nos anos 50 e 60 que este uso largamente espalhou de acordo com as est\u00e9ticas letristas e situacionistas, os ensamblagistas e da pop art. Se nos Estados Unidos, Bruce Conner \u00e9 a figura que fundou este g\u00eanero , a sua influencia foi mas tardia na Europa onde outros cineastas tinham trabalhado neste g\u00eanero antecipando seu trabalho como Maurice Lema\u00eetre citando um cl\u00e1ssico do cinema em\u00a0: Le film est d\u00e9j\u00e0 commenc\u00e9\u00a0? (1951), ou ignorando o como Gianfranco Baruchello e Alberto Griffi desviando filmes norte americanos dos anos 50 e 60 com La verifica incerta (1964-65).<br \/>\nPara estes artistas que importava n\u00e3o era a cita\u00e7\u00e3o mas sim a possibilidade de incluir parte da historia do cinema como fizeram Maurice Lema\u00eetre e Guy Debord, trabalhando com as imagens dos meios de comunica\u00e7\u00e3o dominante ou seja os filmes comerciais, os filmes educativos e as noticias. Estas apropria\u00e7\u00f5es assina a possibilidade que o cinema tem de produzir uma metalinguagem cujas as Histoire(s) du cin\u00e9ma s\u00e3o um exemplo tardio, e que o Ken Jacobs inaugurei com talento com Tom Tom The Piper\u2019s Son (1969-71). Neste filme, Ken Jacobs revisita um curto metragem de Billy Bitzer de 1905 que ilustrava uma can\u00e7\u00e3o infantil na qual Tom rouba um porco, foge-se antes que se come o porco, e que o menino levou uma surra grita nas ruas . O cineasta analisa o funcionamento deste filme a partir de um grande numero de varia\u00e7\u00f5es que decomp\u00f5em, isolam, acelerando ou retardando o fluxo das imagens originais. Com cada vis\u00e3o que duplica o trabalho do cineasta, nos descobrimos as potencialidades especificas das imagens em movimento quem emprestam na pintura para a composi\u00e7\u00e3o das cenas tanto quanto a arte do movimento que produzi a continuidade a partir do descont\u00ednuo e do piscal. Encontraremos outra atitude para auscultar a historia do cinema a trav\u00e9s o cinema primitivo\u00a0; em Visual Essays\u00a0: Origins of Film 1973-84 AL Razutis questionava diferentes filmes e cineastas para entender filmicamente o que lhes trazem o cinema. (aqui se mostra um trecho desse filme a parte Lumi\u00e8re\u2019s Train (arriving at the station (1980) que annexa os filmes de Lumi\u00e8re O trem chegando na estacione La Ciotat, A roda do Abel Gance, e Spills for Thrills courto americano da Warner Brother).<\/p>\n<p>Este filme \u00e9 o resultado de uma metahist\u00f3ria, parece-lhe realizar a descri\u00e7\u00e3o que Hollis Frampton fez do filme\u00a0: O filme conta uma infinidade de passeios sem fim nos quais nenhum fotograma n\u00e3o se assemelha de nenhuma maneira, e uma infinidade de passeios onde os fotogramas sucessivos s\u00e3o tamb\u00e9m id\u00eanticos que conceb\u00edvel .<br \/>\nEsta similaridade do fotograma pode explicar o uso da reutiliza\u00e7\u00e3o simples na qual nenhuma modifica\u00e7\u00e3o foz feita no objeto encontrado que consista na modifica\u00e7\u00e3o do contexto \u00e9 a destino da recep\u00e7\u00e3o do filme (filme, v\u00eddeo, fluxo). Estas estrat\u00e9gias parecem pr\u00f3ximas do ready-made do Duchamp\u00a0; mais em sua vers\u00e3o assistida. O deslocamento n\u00e3o marca s\u00f3 um desvio , mas ele permite observar os usos e as significa\u00e7\u00f5es dos objetos e representa\u00e7\u00f5es dos quais n\u00e3o estamos atentivos. Estas s\u00e3o praticas que se encontram muito nos filmes de arquivos e nos document\u00e1rios.<br \/>\nOutros artistas pensam no reemprego, na reciclagem dos filmes, dos trailers como uma atividade que permite privilegiar o montagem e autoriza \u201c fazer surgir coisas ausentes da inten\u00e7\u00e3o inicial. Os exemplos n\u00e3o faltam sobre a maneira de alterar o sentido mudando o contexto\u201d . O filme A Movie do Bruce Conner \u00e9 a reposta do cineasta ao desejo de interromper um filme comercial anexando lhe uma seq\u00fc\u00eancia encontrada numa casa quando ele estava 13 anos de idade\u00a0; em qual uma mulher tirava as meias . Em seus ajuntamentos Bruce Conner uso todos tipos de materiais, lixos que ele gostava como fiz Jackson Pollock transformando as suas telas em espa\u00e7o sujo . Esta mesma rela\u00e7\u00e3o pessoal nos objetos encontrados preside as escolhas das seq\u00fc\u00eancias que comp\u00f5em seus filmes de found footage. Se encontra com Chick Strand e Abigail Child uma atitude parecida. \u201c Em Prefaces, eu queria solicitar as imagens encontradas como recursos, como um dicion\u00e1rio, eu queria destruir nosso banco de dados, quebrando o banco de imagens a fim de redistribuir, reestruturar um campo de impuls\u00e3o a partir do qual o ato de permutar constitua a troca. A estrutura e densidade, um mosaico .\u201d<br \/>\nA pr\u00e1tica do filme de found footage provoca a constitui\u00e7\u00e3o de cole\u00e7\u00e3o, e o recurso nos bancos de dados cujos certos elementos v\u00e3o talvez incitar novos projetos. Os filmes de Matthias Mueller e Christoph Girardet participam de uma reciclagem tem\u00e1tico\u00a0: as estrelas em Homes Stories (1991)de Matthias Mueller e tamb\u00e9m em Encuentros entre dos Reinas (1991) de Cecilia Barriga quem evoca uma encontro entre doas estrelas do cinema , um objeto em Telephone (1995), tiros em Crossfire (2007) de Christian Marclay). S\u00f3 o reciclagem do cinema no sentido expandido este tornado o objeto privilegiado dos cineastas, os amostrados contempor\u00e2neos, n\u00e3o se limite a isto. A historia do cinema e de seus cl\u00e1ssicos se torna como o territ\u00f3rio o mais frequentemente amostrado para os artistas da media contempor\u00e2neos. Si nos se limitamos ao Alfred Hitchcock a lista \u00e9 grande\u00a0: Stan Douglas (Subject To a Film\u00a0: Marnie 1995), Douglas Gordon (24 Hour Psycho 1993), Les Leveque (2 Spellbound 1999, 4 Vertigo, 2000) nos mostraremos trechos dos dois filmes), Matthias M\u00fcller &amp; Christoph Girardet (Phoenix Tapes, 1999) Ichiro Sueka (Seagulls are screaming, \u00ab\u00a0kiss her, kiss hier 1998) para citar alguns. Trabalha com os found footages \u00e9 trabalhar com a historia de acordo com Keith Sanborm\u00a0: \u00ab\u00a0Penso ainda em uma coisa, que para as pessoas de minha gera\u00e7\u00e3o a v\u00eddeo encarna o presente eterno, quando o filme encarna a historia. Lhe representa a categoria da mem\u00f3ria do qual estava anterior, de uma maneira distinta da televis\u00e3o e do v\u00eddeo. O found footage \u00e9 uma forma concreta da historia, e trabalhar com este tipo de material da-vos a oportunidade de fazer investiga\u00e7\u00f5es na historia que sempre foi para mim um assunto fascinante\u00a0: criar significa\u00e7\u00f5es da historia o encontrar-lhes criar coisas a partir do material pr\u00e9 existente . Com isto trabalha-se com a grande historia e tamb\u00e9m com as pequenas historias. E a possibilidade de anexar fluxos de representa\u00e7\u00f5es que a gente n\u00e3o criava, mais que sofre-se, suporta-se, que atravessa-nos, habita nos, assombra-nos. Como Abigail Child constatava\u00a0: \u201c A historia \u00e9 escrita, retratada por e atrav\u00e9s a reprodu\u00e7\u00e3o. Pensem a que conhecemos do far-west norte americano, e quanto vem de Hollywood. Os medias distribuem fic\u00e7\u00f5es, que tomamos como o real. O passado ficcional \u00e9 vigorosamente reconstr\u00f3i no processo .\u201d Algumas seq\u00fc\u00eancias repetidas de mais, deram formas (o assassinado do JFK para Bruce Conner, Oliver Stone, o 11 de setembro para muitos artistas contempor\u00e2neos e an\u00f4nimos, a pendura do Saddam Hussein para Keith Sanborn, as motins dos sub\u00farbios em 2005 na Fran\u00e7a , para Alex Chan alias Koulamata , e yann beauvais ) tanto quanto filmes mais cl\u00e1ssicos que povoam abundantemente o nosso imagin\u00e1ria. O recurso aos found footages devi uma vingan\u00e7a sobre estes imagens que fascinam-nos e exasperam-nos. O uso dos filmes hollywoodiens fato para Martin Arnold, Peter Tscherskasky, Raphael Ortiz, ou Matthias M\u00fcller seja uma maneira diferente mostram uma irrever\u00eancia para os imagens que pov\u00e3o-nos. \u201cAs qualidades pl\u00e1sticas do meu filme, longe do glamour original, s\u00e3o supostas dizer coisas sobre os caminhos que estas imagens percorram para atingir mim. Mais eu queria tamb\u00e9m entregar-los de uma maneira alterada, mas danificadas, como si n\u00e3o estive suficientemente degradar essas mulheres dominantes fazendo-las como minhas bonecas .\u201d (Home Stories 1990) Estes imagens que fascinam nos sem que os sabemos e cuja apropria\u00e7\u00e3o assinara um efeito \u2018camp\u2019 p\u00f5em por obra Nguyen Tan Hoang e Wayne Yung. Com The Big Sleep, Cyriaco Lopes, sublinha a cegueira do gringo na frente de um pais em via de desenvolvimento fazendo gaguejar seq\u00fc\u00eancias.<br \/>\nEnt\u00e3o o reciclagem participa da arqueologia, quem consiste a entregar em circula\u00e7\u00e3o objetos o representa\u00e7\u00f5es e isto de uma maneira critica o n\u00e3o. A elabora\u00e7\u00e3o que propunha Michel Foucault em redor da no\u00e7\u00e3o do documento parece relevante cuja o uso do found footage na medida, ou a arqueologia evoca como uma sociedade d\u00e1 estatuto \u00e0 uma massa documental de acordo com s\u00e9ries de rela\u00e7\u00f5es multiplicando as perspectivas aos e a partir destes documentos. E assim mesmo que os cineastas explorar\u00e3o o potencial das seq\u00fc\u00eancias de acordo com percurso e configura\u00e7\u00f5es inconceb\u00edveis. Esse trabalho releva de uma est\u00e9tica, de uma pol\u00edtica da diferencia\u00e7\u00f5es, em quais os documentos devem diagn\u00f3sticos. Este afirma\u00e7\u00e3o de uma subjetividade talvez estende-se de acordo com os discursos minorit\u00e1rios em fun\u00e7\u00e3o do g\u00eanero, das ra\u00e7as , dos territ\u00f3rios. Em Triste Tr\u00f3pico (1974), Arthur Omar pergunta as vis\u00f5es que a gente tivesse do Brasil. Ele fala do projeto de este filme assim\u00a0: \u201cUm dia resolvi homenagear os 50 anos do seu filme En Rade (No Porto) realizando um filme experimental dedicado ao mestre. Utilizei apenas trechos de document\u00e1rios etnogr\u00e1ficos exibidos na televis\u00e3o e outros encontrados no lixo de uma sala de montagem.<br \/>\nAtrav\u00e9s de refilmagens, trucagens, reenquadramentos, aumento de granula\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o desmesurada de m\u00ednimo detalhes da tela, repeti\u00e7\u00f5es, criei um fluxo ininterrupto e hipn\u00f3tico de ritmo e luz que descontraia o document\u00e1rio tradicional, misturando as figuras de homens, animais, vulc\u00f5es, tribos, arvores, est\u00e1dios avalanche sem qualquer preocupa\u00e7\u00e3o com a informa\u00e7\u00e3o, apenas com a emo\u00e7\u00e3o do inconsciente atento. \u201d<br \/>\nIsaac Julian (1960) ou Charles Lofton interrogam a homossexualidade dos negros quando os filmes de Kevin Emerson s\u00e3o repostas no eventos do quotidiano, da condi\u00e7\u00e3o social\u00a0: dos gestos e tarefas das pessoas de descend\u00eancia \u00e1frica a partir do filmes de fam\u00edlia o das reportagens. B\u00e1rbara Hammer e Abigail Child seguiram caminhos similares de acordo com uma \u00f3ptica lesbiana.<br \/>\nO recurso aos documentos cinematogr\u00e1ficos o televisais abrem campos das explora\u00e7\u00f5es quem se focalizam menos sobre o ajusto nos abismos que impulsiona frequentemente o uso das seq\u00fc\u00eancias de filmes hollywoodiens, que sobre os usos e pr\u00e1ticas do quotidiano. Assim se pode ver a v\u00eddeo de Regina Vater Todo dia que agonia (2010) em qual uma mulher lava as roupas, no centro da imagens uma incrusta\u00e7\u00f5es do zapping de canais durante um dia no Brasil. A irrup\u00e7\u00e3o do intimo, do banal, do an\u00f4nimo dos filmes sim qualidade, permite trabalhar com outros registros de acordo com topografias e cartografias mais o menos definidas. Se penso no uso que fizeram Michael Wallin, Jay Rosenblatt, Gretta Snider com os filmes educativos, ou Su Friedrich, Abigail Child usando filmes de fam\u00edlia para fazer filmes que n\u00e3o sempre autobiogr\u00e1ficos.<br \/>\nEstas apropria\u00e7\u00f5es definem novas modalidades de trabalho que desviam ao autoria. Por exemplo no filme Covert Action (1984) o uso dos filmes de fam\u00edlia de dois irm\u00e3os partindo no fim de semana com diferentes companheiras \u00e9 trabalhado com o som e com as imagens de modo que a parcialidade dos documentos quebra-se. Outros cineastas ter\u00e3o uma aproximada diferente do home movies, quem se desistir-se com dificuldade de uma fascina\u00e7\u00e3o para o documentos encontrados. Como observa Peter Forgacs\u00a0: \u201cexiste uma pratica experimental por qual o material e totalmente subtrai de sue contexto social, cultural e psicol\u00f3gico, para criar uma express\u00e3o pessoal\u201d . Um cinema vazio, quem est\u00e9tiza as imagens de uma maneira nost\u00e1lgica\u00a0; quem faz o luto que n\u00e3o se referia a uma vivencia fora da plasticidade das imagens.<br \/>\nO uso do found footage n\u00e3o se reduze ao cinema qu\u00edmico s\u00f3. Este tipo de apropria\u00e7\u00e3o se encontra em todos os campos do cinema come lhe esta definido para Gene Youngblood\u00a0: \u201cal\u00e9m um meio dado. O cinema \u00e9 ent\u00e3o a arte de organizar um fluxo de acontecimentos audiovisuais no tempo. \u00c9 um fluxo de eventos como a m\u00fasica. \u201d Si os lixos dos laborat\u00f3rios, os mercados das pulgas foram para longe os espa\u00e7os mais pertinente para encontrar\u00a0: pescar os found footage, hoje as bancos de dados livre de acesso o n\u00e3o s\u00e3o muitos usados para encontrar os documentos a partir do quais os cineastas trabalham. Johan Grimonprez (1962) , Craig Baldwin (1952) tenham usado muito isto. O primeiro com o filme\u00a0: Dial History (1997) o segundo com Tribulations 99 Alien Anomalies under Am\u00e9rica (1991) o Spectres of the Spectrum (1999). De seu lado, Keith Sanborn fez-se uma especialidade de perseguir filmes nas redes da internet, e apagar documentos na televis\u00e3o que s\u00e3o dispon\u00edveis na internet. O filme seu Operation Double Trouble (2003) e tamb\u00e9m The Forces of Beauty (2008) interessam-lhes na produ\u00e7\u00e3o de imagens pra os Marines dum lado e de outro lado por as for\u00e7as armadas russas.<br \/>\nSi o aparecimento dos v\u00eddeos e leitores dvd tenham transformado os nossos uso das produ\u00e7\u00f5es audiovisuais incitando nos a se tornar produtores, emissores a partir das listas a tocar, (play list) e outras cole\u00e7\u00f5es\u00a0; a generaliza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica da rede alterou mais ainda as rela\u00e7\u00f5es que mant\u00ednhamos com as imagens em movimentos. Podemos interagir com mais velocidade aos acontecimentos e a loros comunica\u00e7\u00f5es. A acessibilidade, a apropria\u00e7\u00e3o, os desvio e a recontextualiza\u00e7ao fazem-se em poucos tempos induzindo uma participa\u00e7\u00e3o, uma interatividade que n\u00e3o ofereciam os instrumentos anteriores. Por exemplo The French Democraty foi postado no web o 22 novembro, ou seja antes que os motins s\u00e3o apagados.<br \/>\nO recuso nas t\u00e9cnicas do sampling e o acesso no software de montagem produzem uma democratiza\u00e7\u00e3o por multiplica\u00e7\u00f5es. A prolifera\u00e7\u00e3o do desvios e do sampling constroem outros espa\u00e7os para a difus\u00e3o que funcionam ao lado dos quais mais tradicionais do cinema e da v\u00eddeo. You Tube, Daily Motion, Vimeo, Xtube&#8230; acrescentaram os espa\u00e7os difus\u00f5es e facilitaram em retorno a circula\u00e7\u00e3o e apropria\u00e7\u00e3o virtual. Hoje quanto filmes se realizam com o ajudo dos bancos de dados livre o n\u00e3o. S\u00f3 o campo de uso do found footage e do sampling est\u00e3o generalizando n\u00e3o tem o menos divido que as perguntas da representa\u00e7\u00e3o das minorias foram um catalisador essencial na distribui\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o das imagens, inauguradas para os movimentos de libera\u00e7\u00f5es das mulheres e dos negros. A irrup\u00e7\u00e3o do Aids provocou via o queer studies um crescimento dos estudos e de produ\u00e7\u00f5es quem se interessam e trabalham na imagens pornografia. Assim a quest\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o das mulheres como objeto do prazer e do voyeurismo foram questionadas por Peggy Ahwesh The Color of Love (1994), Naomi Uman em Removed (1999) a partir das seq\u00fc\u00eancias dos filmes pornogr\u00e1fico dos anos 70, que se op\u00f5em com os trabalhos de Yves Marie Mah\u00e9 (Bitte 2001, Va te faire enculer 1998), Scott Stark em Noema (1998) quando William E. Jones, interessa-se na produ\u00e7\u00e3o porn\u00f4 gae, (Massillon 1991, e Finished 1997) ou fazendo um trabalho de arquivista a partir das imagens de c\u00e2mera de vigil\u00e2ncia realizadas em 1962 nem lavabos p\u00fablicos no filme Tearoom (1962-2007). As seq\u00fc\u00eancias foram feitas para a policia no midwest para prosseguir homens fazendo sexo com outros homens em lugar publico. O cineasta Lawrence Brose observa \u201dpara a comunidade gay que estava assistindo nestes filmes\u00a0; os porn\u00f4s gays dos anos 1920 e 30 estivessem como os filmes de fam\u00edlia .\u201d Este sentimento de perten\u00e7a \u00e9 auxiliado no Chat e nuns diversos blogos no quais se prepara-se para o espet\u00e1culo publico. Bate Papo 22cm (2001) de Edson Barrus trabalha com um Chat de pega\u00e7\u00f5es 1991 gay brasileiro quando Who is Live Now\u00a0? (2007) e uma apropria\u00e7\u00e3o das imagens do web, como fez Lionel Soukaz com seu\u00a0<a href=\"http:\/\/www.webcam\/\" rel=\"nofollow external\">www.webcam<\/a>\u00a0(2005).<br \/>\nOs jogos n\u00e3o est\u00e3o fora da apropria\u00e7\u00e3o porque s\u00e3o laborat\u00f3rios na produ\u00e7\u00f5es e cria\u00e7\u00f5es da imagens em movimento. Eddy Stern recicle n\u00fameros jogos (Settlers III Amazons, SinCity, Nuclear Strike, Delta Force, Command &amp; Conquer, StarCraft, Red Alert, et Tom Clancey\u2019s Rainbow Six) para seu filme Sheik Attack (2000) ou para Vietnam Romance (2003). Este ultimo projeto, compile fonte dispon\u00edveis unicamente com o ambiente da mesa de um computador\u00a0: jogos, grafismos, musicas. Um remix da experi\u00eancia do Vietnam com trilha sonora MIDI e extratos do v\u00eddeo games. Ao mesmo Peggy Ahwesh em She Puppet (2002) recicle seq\u00fc\u00eancias do jogo Tom Raider, transformando a miss\u00e3o da Lara Croft.<br \/>\nEste exame r\u00e1pido das praticas do found footage e do sampling permite de mostrar a import\u00e2ncia de quais usos do desvios e loros aplica\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas seguindo os trabalhos iniciados para os cineastas experimentais e cujo alguns continuam trabalhar neste campo<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>3 dezembro 2010 12 Festival internacional de Curtas Belo Horizonte, Palacio das Artes Curso de Introdu\u00e7\u00e3o ao Cinema Experimental (3) Apropria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma coisa nova no mundo da arte, a freq\u00fc\u00eancia do seu uso denota sua atualidade. 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