untitled Toré

Les textes irriguant tous les films proposent parfois des traductions des paroles de quelques Toré des Atikum-Umã que l’on voit danser de jour comme de nuit. Mais leur transposition écrite n’est pas synchronisée à leur énonciation, ces placards textuels viennent habiter les différentes séquences selon des pulsations asymétriques à celles du Toré et circulent au travers les séquences comme une ritournelle prête à se disloquer à chaque instant, par rupture métrique dans la syncope, mais qui cependant inscrit un territoire4, en l’occurence celui des Atikum-Umã.

Les déambulations dans le site du Logrador proposent des vues différenciés
de la caatinga, même si il est parfois difficile de le percevoir, la sécheresse lissant la végétation, ou bien sa luxuriance fait écran et masque les détails par la prolifération de nouvelles pousses.
Mais tout tourne autour de l’arbre, et quand bien même il s’agit du Toré, les Atikum- Umã se référant au miel, indirectement parle de Imburana qui accueille fréquemment des essaims.

partie de l’installation Imburaninha un projet d’Edson Barrus & yann baeuvais

 

Os textos que irrigam todos os filmes propõem às vezes traduções de alguns dos Torés Atikum-Umã que os vemos dançar à noite e de dia, mas esta transposição escrita não está sincronizada à sua enunciação, estes blocos de texto vem habitar diferentes sequências conforme as pulsações distinguíveis do Toré, e circulam por entre as sequências como um refrão prestes a se deslocar a cada instante, por ruptura métrica na síncope, mas que ainda inscreve, assim, o território4 do povo Atikum-Umã

As caminhadas pelo Logrador propõem pontos de vista diferenciados da caatinga mesmo que por vezes seja difícil perceber a seca suavizando a vegetação, ou mesmo a sua exuberância ocultando e mascarando os detalhes por conta da proliferação de novos brotos. Mas tudo gira em torno da árvore, e mesmo no Toré os Atikum-Umã
se referem ao mel, em uma menção indireta à Imburana, que frequentemente acolhe enxames.